Quais são as métricas e as metas?
Cada métrica mede uma parte da experiência. A meta é atingir a faixa "bom" nas três, medidas no 75º percentil das visitas reais, separando celular e computador. Traduzindo: pelo menos três em cada quatro visitas precisam ter uma experiência dentro da meta.
| Métrica | O que mede | Meta "bom" |
|---|---|---|
| LCP (Largest Contentful Paint) | Tempo até o maior elemento visível, em geral a imagem ou o título principal, aparecer | até 2,5 segundos |
| INP (Interaction to Next Paint) | Tempo de resposta da página a toques, cliques e digitação | até 200 milissegundos |
| CLS (Cumulative Layout Shift) | Quanto os elementos pulam de lugar enquanto a página carrega | até 0,1 |
Metas conforme a documentação do Google Search Central e o web.dev. Para as causas de lentidão e as técnicas de otimização, veja o post site rápido e Core Web Vitals: o que faz carregar.
O que o Google diz sobre Core Web Vitals e ranking?
A página do Google sobre experiência na página, revisada em setembro de 2026, tem quatro frases que resumem a questão. Primeira: os Core Web Vitals são usados pelos sistemas de ranqueamento, e o Google recomenda que os sites atinjam bons valores. Segunda: não existe um sinal único de experiência na página; os sistemas olham vários sinais. Terceira: a busca sempre tenta mostrar o conteúdo mais relevante, mesmo que a experiência na página seja fraca. Quarta: ter bons resultados no relatório do Search Console não significa aparecer no topo.
A leitura correta é esta: velocidade não compensa conteúdo que não responde à busca, e conteúdo bom não é descartado por ser um pouco lento. Onde os Core Web Vitals entram de verdade é no empate. Quando há muitas páginas úteis para a mesma busca, a experiência passa a contar.
Vale lembrar que, segundo o mesmo documento, outros aspectos de experiência além dos Core Web Vitals (como HTTPS e ausência de pop-ups invasivos) não ajudam diretamente no ranqueamento, embora deixem o site mais agradável de usar.
Onde a velocidade pesa mais: na conversão local
Para quem vende na própria cidade, o maior prejuízo de um site lento não é perder duas posições, é perder o contato. Quem clica no site a partir do mapa, no celular e muitas vezes com internet móvel, quer ver telefone, endereço e botão de WhatsApp em poucos segundos. Se a página demora ou o botão pula de lugar na hora do toque, a pessoa volta e escolhe o concorrente ao lado.
Imagine uma clínica de estética em Valinhos com um site montado sobre um tema pesado, com carrossel de imagens em tela cheia no topo. No computador do escritório, tudo parece rápido. No celular de quem está na rua, o LCP passa de quatro segundos, porque a primeira imagem do carrossel pesa vários megabytes, e o banner de cookies empurra o botão de agendamento para baixo no meio do carregamento. Nenhuma das duas falhas é visível para o dono do site, e as duas custam contatos todos os dias.
O teste mais simples é o do próprio celular: abra o site com o Wi-Fi desligado, fora do escritório, e cronometre quanto tempo leva até dar para tocar no botão de contato. Se você perde a paciência, o cliente também perde.
Empresas da região, como as atendidas por uma agência de marketing digital em Valinhos, costumam ter a maior parte das visitas pelo celular. É nele que a medição deve começar.
Como medir: dados de campo e dados de laboratório
Existem dois tipos de medição, e confundir os dois é o erro mais comum. Os dados de campo vêm de visitas reais de usuários do Chrome, reunidas no relatório CrUX. São eles que o Google usa para avaliar a experiência. Os dados de laboratório vêm de um teste simulado, num único aparelho e numa conexão fixa, e servem para achar a causa dos problemas.
O PageSpeed Insights mostra os dois. A parte de cima traz os dados de campo dos últimos 28 dias, no 75º percentil. A nota de 0 a 100 embaixo é de laboratório e não é o que o Google usa para ranquear. Se a página não tem visitas suficientes, o PageSpeed mostra os dados do site inteiro; se nem o site tem, não aparece dado de campo, e o laboratório é a única referência.
- Search Console, relatório Core Web Vitals: visão do site inteiro, com URLs agrupadas por problema, separando celular e computador. Comece por aqui.
- PageSpeed Insights: diagnóstico de uma URL, com dados de campo e de laboratório.
- Chrome DevTools (Lighthouse e Performance): para quem vai mexer no código e precisa ver o que trava cada métrica.
Se o Search Console ainda é novidade, o post Search Console para leigos mostra onde fica cada relatório.
O que corrigir primeiro
Nem toda métrica vermelha merece a mesma urgência. A ordem abaixo prioriza o que afeta mais visitas e mais contatos.
Antes de começar, decida se vale corrigir ou reconstruir. Se o site depende de um tema com dezenas de plugins, construtor visual pesado e scripts que ninguém sabe para que servem, cada correção dura até a próxima atualização. Nesse caso, uma página mais simples, feita para carregar rápido no celular, costuma sair mais barata do que meses de ajustes. Se a base é boa, as correções abaixo resolvem a maior parte dos casos.
- Páginas que recebem tráfego e trazem contato: home, páginas de serviço e as mais acessadas pelo Google. Uma página sem visitas pode esperar.
- Celular antes do computador: é onde está a maior parte do público local e onde as metas costumam falhar primeiro.
- Dados de campo antes da nota: corrija o que está reprovado no relatório do Search Console, não o que só aparece no teste de laboratório.
- O que atrapalha o contato: um botão de WhatsApp que pula de lugar ou demora a responder custa mais do que um título que carrega meio segundo depois.
- Esforço contra ganho: comece pelos ajustes de configuração (imagens, scripts de terceiros sem uso, cache) e deixe mudanças de estrutura para depois.
- Hospedagem: se o servidor demora para responder, nenhuma otimização de página resolve.
As correções métrica por métrica estão no post site rápido e Core Web Vitals. Depois de corrigir, lembre que os dados de campo usam uma janela de 28 dias. A melhora aparece aos poucos no Search Console, e não no dia seguinte.
Se o site está bem, mas o Search Console mostra páginas que o Google nem visita, o problema é outro: veja crawlability antes de mexer em velocidade.
Como a 2S Digital pode ajudar
A 2S mede os Core Web Vitals das páginas que trazem contato, identifica o que trava cada métrica e corrige no site existente ou reconstrói quando a base não permite melhora. A prioridade é a experiência de quem chega pelo celular.
Conheça o serviço de sites e páginas inteligentes ou peça um diagnóstico gratuito.
Perguntas frequentes
Preciso tirar nota 100 no PageSpeed?
Não. A nota de 0 a 100 é de laboratório e não é usada no ranqueamento. A meta é ficar na faixa "bom" dos dados de campo nas três métricas; perseguir 100 costuma custar caro e mudar pouco na experiência real.
Um site lento derruba o ranqueamento sozinho?
Raramente. O Google diz que mostra o conteúdo mais relevante mesmo com experiência fraca. Mas, entre páginas igualmente úteis, a experiência desempata, e o site lento perde contatos de qualquer forma.
Core Web Vitals influenciam as respostas de IA do Google?
O Google não fala em Core Web Vitals específicos para as AI Overviews e o Modo IA, mas inclui boa experiência na página entre as recomendações para esses recursos. Quem chega por um link da resposta de IA também desiste de página lenta.
Quanto tempo leva para a melhora aparecer?
Os dados de campo do PageSpeed Insights cobrem os últimos 28 dias. Por isso a melhora aparece de forma gradual ao longo de algumas semanas, e o relatório do Search Console também demora para refletir a correção.
Quer aplicar isso na sua empresa?
A 2S Digital conecta Google, anúncios, sites, IA e automação numa operação única de crescimento. Agende um diagnóstico gratuito.
Agendar diagnósticoContinue explorando
- Site rápido e Core Web Vitals: o que faz carregar
- Crawlability: por que o robô precisa ler seu site
- Search Console para leigos
- Agende um diagnóstico gratuito