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Marketing médico

Como anunciar uma clínica médica no Google Ads?

Clínicas e médicos podem anunciar no Google Ads: a Resolução CFM 2.336/2023 garante o direito de comprar espaço publicitário, e a política de saúde do Google não proíbe anunciar consulta médica. O cuidado está em três pontos: o texto segue as regras do CFM, a segmentação de temas de saúde não pode usar remarketing nem listas de clientes, e a campanha precisa ser organizada por especialidade e região.

Médico pode anunciar no Google Ads?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 afirma, no art. 13, o direito de comprar espaço em qualquer veículo para fazer publicidade e o de usar os canais próprios para formar, manter ou aumentar a clientela. Circula na internet a ideia de que médicos não podem mais anunciar no Google, mas nem a norma do CFM nem as políticas do Google dizem isso.

Do lado do Google, a política de Saúde e medicamentos concentra as exigências mais duras em farmácias on-line, que precisam de registro na Anvisa e certificação do Google, e em medicamentos controlados. A mesma política proíbe anunciar tratamentos especulativos ou experimentais. Além disso, o Google pode pedir a qualquer conta a verificação do anunciante, com prazo, e anúncios podem ficar restritos até ela ser concluída.

Saúde é categoria sensível: o que muda na segmentação

Pela política de publicidade personalizada, conteúdo de saúde é categoria de interesse sensível. O Google inclui nela condições físicas ou mentais crônicas, tratamentos para essas condições, questões de saúde íntima, procedimentos invasivos como cirurgias estéticas e injeções, e deficiências. Entre os exemplos citados estão terapia para depressão e ansiedade, tratamentos de infertilidade e de diabetes.

Quem anuncia nesses temas não pode usar públicos selecionados pelo anunciante. Na prática, a clínica perde algumas ferramentas comuns em outros setores e passa a depender mais da palavra que a pessoa digitou. Para anúncios de busca, isso não é grande perda: quem pesquisa endocrinologista em Vinhedo já disse o que quer.

Não pode em temas de saúdePode
Remarketing com segmentos dos seus dados (visitantes do site)Palavras-chave de pesquisa
Segmentação por lista de clientesSegmentação por local
Segmentos semelhantesPúblicos predefinidos do Google, como no mercado e afinidade
Expansão de público-alvoInformações demográficas e eventos importantes

Fonte: páginas de Segmentação restrita e Saúde na publicidade personalizada, da Central de Ajuda de Políticas do Google Ads, consultadas em setembro de 2026.

O que preparar antes de investir

Anúncio amplifica o que já existe. Se o perfil no Google está incompleto, se a página não explica o atendimento e se ninguém responde o WhatsApp à noite, a campanha só vai expor essas falhas, e você paga por cada clique.

Cuide dos dados do primeiro contato. Conversa sobre saúde envolve dado pessoal sensível pela LGPD, então o formulário e o WhatsApp devem pedir só o necessário para marcar, como nome, telefone e especialidade, e deixar a história clínica para a consulta.

  1. Perfil da Empresa no Google completo, verificado e com avaliações recentes.
  2. Uma página por especialidade ou procedimento anunciado, com nome, CRM e RQE do médico.
  3. Canal de contato com resposta rápida no horário em que o anúncio roda.
  4. Conversões configuradas: ligação, clique no WhatsApp e formulário.
  5. Uma forma de saber quais contatos viraram consulta, nem que seja uma planilha.

Se a campanha já existe e não traz contato, confira os erros mais comuns em anúncios que não convertem.

Como estruturar a campanha

A estrutura que costuma funcionar é por especialidade e região. Cada especialidade ganha um grupo de anúncios com palavras-chave dela, anúncios que falam dela e uma página de destino dela. Anúncio genérico de clínica com todas as especialidades junta buscas muito diferentes e dificulta saber o que dá resultado.

Delimite o raio pela distância que o paciente aceita percorrer para aquele tipo de consulta. Consulta de rotina atrai gente do bairro e das cidades vizinhas. Procedimento mais específico pode justificar um raio maior. Imagine uma clínica hipotética com dermatologia e ortopedia: dois grupos, dois conjuntos de palavras e duas páginas, cada um com o raio que faz sentido.

Ajuste também os horários de veiculação. Se ninguém atende o telefone depois das 18h, o anúncio de chamada deve parar nesse horário, e o de WhatsApp precisa de mensagem de ausência que diga quando a clínica responde. Dinheiro gasto fora do horário de atendimento tende a virar contato perdido.

  • Grupo Dermatologia: dermatologista + cidade, dermatologista perto de mim, consulta dermatologista particular. Página: dermatologia, com RQE da médica.
  • Grupo Ortopedia: ortopedista + cidade, ortopedista joelho, ortopedista que atende convênio X. Página: ortopedia, com RQE do médico.
  • Campanha de marca: nome da clínica e dos médicos, para não perder quem já procura vocês.

Texto do anúncio dentro das regras do CFM

O anúncio é peça de publicidade médica e segue a Resolução 2.336. A norma exige identificação com nome, CRM e, quando houver, RQE; como o espaço do anúncio é curto, coloque esses dados onde couberem nos recursos do anúncio e, sempre, na página de destino. Informações úteis e permitidas funcionam bem no texto: especialidade, bairro, convênios, horário, estacionamento e até o valor da consulta, que o art. 9º permite divulgar.

Fica de fora tudo que promete ou insinua resultado, os superlativos como melhor ou referência, a consulta gratuita em consultório particular, que a norma classifica como sensacionalismo, e a oferta casada do tipo consulta com exame grátis. Coerência entre anúncio e página também ajuda na relevância que o Google atribui ao anúncio.

A lista completa de permissões e vedações está em publicidade médica: o que pode e o que não pode.

Palavras-chave negativas e termos de pesquisa

Sem filtro, a clínica paga por buscas que nunca viram paciente. Revise o relatório de termos de pesquisa toda semana no início e acrescente negativas. É a manutenção que mais protege a verba numa conta de saúde.

  • Curiosidade sobre sintomas: o que é, sintomas de, causas de, quando termina sem intenção de marcar.
  • Formação e emprego: residência, curso, vaga, salário, concurso.
  • Atendimento público ou gratuito, se a clínica não atende por esses caminhos: SUS, UBS, gratuito.
  • Outras especialidades e cidades que a clínica não atende.
  • Produtos e medicamentos: nomes de remédios, bula, preço de remédio.

Para definir quanto colocar por mês, veja quanto investir no Google Ads, e para comparar com os outros canais, captação de pacientes: canais que funcionam.

Como a 2S ajuda

A 2S Digital cria e gerencia campanhas de Google Ads para clínicas e consultórios, com estrutura por especialidade, revisão de texto pelas regras do CFM e acompanhamento do custo por paciente atendido, não só do custo por clique.

Atendemos clínicas em Vinhedo e em toda a região de Campinas e Jundiaí. Veja como funciona a gestão de tráfego pago ou leia o guia de marketing médico.

Perguntas frequentes

Clínica médica pode anunciar no Google Ads?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 garante o direito de comprar espaço publicitário, e a política de Saúde e medicamentos do Google não proíbe anunciar consultas; as restrições mais duras miram farmácias, medicamentos e tratamentos experimentais. O anúncio segue as regras de publicidade médica e as restrições de segmentação de saúde.

Posso fazer remarketing para quem visitou o site da clínica?

Em temas classificados como saúde pelo Google, como condições crônicas, saúde mental, procedimentos invasivos e estéticos, não. A política de publicidade personalizada veda públicos selecionados pelo anunciante, o que inclui segmentos dos seus dados e listas de clientes.

Posso colocar o preço da consulta no anúncio?

Pode. O art. 9º, VI, da Resolução CFM 2.336/2023 permite informar valores de consultas e formas de pagamento. O que não pode é atrelar o preço a brinde, exame grátis ou sorteio.

Quanto custa anunciar uma clínica no Google?

Depende da especialidade, da cidade e da concorrência pelas mesmas palavras. O número que importa é o custo por paciente atendido: some o investimento do mês e divida pelos pacientes que vieram da campanha e compareceram.

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